Bernardino Ferreira de Macedo foi um homem de negócios da cidade do Porto, com negócios no Brasil, e irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, onde entrou em 1734 e deixou como sua testamenteira ou aos seguintes substitutos, na cidade do Porto: Manuel da Costa Carneiro, Pascoal de Araújo Távora.
Pertencia também à Confraria do Santíssimo Sacramento de Santo Ildefonso, à Confraria de Jesus no Recolhimento do Anjo e à Santa Casa de Jesus. Beneficiou também no seu testamento o mosteiro do Bom Jesus de Bouças, Nossa Senhora do Bom Despacho de Barcelos, Nossa Senhora da Aparecida, no lugar do Carvoeiro, Convento das Carmelitas do Porto, Hospital de S. Lázaro do Porto
Era natural da freguesia de Gondifelos, na Vila Nova de Famalicão, filho legítimo de Paulo Ferreira de Macedo e de sua mulher, Paula Sanches de Faria.
Deixou forro o mulato Pedro, na nota do tabelião Inácio Francisco Barbosa na cidade da Baía, e uma quantia de dinheiro. Assim como concede a alforria a Domingas e aos seus filhos, Rita e António.
Natural da região de Guimarães (lugar da Revoreda, freguesia de S. Tomé), era filho de Francisco Guimarães e de Maria Francisca. Ele fazia parte de uma rede familiar de comerciantes influentes: o seu cunhado, Pedro Pereira Guimarães, era também um mercador de relevo no Porto e ocupava o cargo de "familiar do Santo Ofício" da Inquisição de Coimbra, o que conferia à família status de "limpeza de sangue" e prestígio social.
Não limitou os seus negócios a Portugal. Ele estabeleceu-se em Santos, no Brasil, onde atuou como homem de negócios. Naquela época, a elite mercantil do Porto mantinha estreitos laços com os portos brasileiros, controlando o fluxo de mercadorias, como açúcar, ouro e produtos manufaturados europeus.
Bernardo Fernandes Guimarães foi um importante homem de negócios e mercador do Porto no século XVIII (ativo entre 1713 e 1766). Ele representa a figura típica do burguês portuense da época, com uma rede de influência que se estendia tanto pelo Reino como pelas colónias.
Como era comum entre os grandes mercadores do Porto que buscavam prestígio e salvação espiritual, ele teve ligações com a Venerável Ordem Terceira de São Francisco no Porto. O arquivo da Ordem ainda conserva registos relativos à sua identidade e às suas atividades, sendo uma fonte importante para genealogistas e historiadores que estudam a burguesia mercantil portuense.
A Quinta da Pena, em Vila Nova de Gaia (localizada na freguesia de Santa Marinha), é, de facto, um dos marcos patrimoniais mais significativos associados a Bernardo Fernandes Guimarães. A posse desta propriedade exemplifica a ascensão social dos mercadores do Porto no século XVIII, que reinvestiam os lucros do comércio atlântico em terras e quintas de recreio.
Domingos Martins Sampaio, natural da freguesia de S. Cipriano da Refonteira, concelho de Felgueiras, e filho de Jerónimo Martins e de Maria de Sampaio, foi um proeminente homem de negócios e familiar do Santo Ofício; viveu na cidade da Baía entre finais do século XVII e inícios do século XVIII.
Contraiu matrimónio com Ana Maria Lobo a 4 de maio de 1702, na Igreja de São Nicolau do Porto. O seu espólio documental reflete a intensidade da sua atividade mercantil, destacando-se registos de carga, livros de razão, contratos de companhias comerciais e uma densa correspondência. Irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, instituição à qual legou um património considerável, faleceu em 1729, na Rua Nova.
Foi irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, à qual deixou um vasto legado. Faleceu em 1729, na Rua Nova, em Porto.
Também foi irmão das Confrarias: Santíssimo Sacramento de S. Nicolau, S. Joaquim, S. Pantaleão, Santo António, Santas Almas, Santo Nome de Jesus do Corpo Santo, Santa Bárbara e S. Brás na Sé do Porto, S. Francisco Xavier no Colégio, Santa Ana no Colégio, Bom Jesus de Matosinhos, Senhor do Desagravo em S. Francisco, S. Sebastião em S. Domingos, Nossa Senhora do Rosário em S. Domingos, Nossa Senhora das Cadneias em S. Francisco, Senhor dos Passos em S. João Novo, S. Cosme e S. Damião onde é mordomo, Nossa Senhora da soledade de S. Francisco, s. Pedro Mártir e Santa Luzia em S. Francisco.
Domingos Vieira Ribeiro foi um influente mercador estabelecido em Porto nas primeiras décadas do século XVIII. Natural de Guimarães, onde residiam os seus pais, fixou residência na Rua da Fonte Aurina, no Porto, integrando-se plenamente na vida social e económica da cidade. A sua relevância no seio da elite portuense é atestada pela sua admissão, em 1712, como irmão na Venerável Ordem Terceira de São Francisco, pertencendo igualmente à Confraria de Nossa Senhora da Conceição, sediada na mesma Ordem.
No plano económico, a sua atividade estendeu-se ao comércio atlântico com o Brasil e à gestão de rendas públicas, tendo servido como contratador das dízimas do pescado em Viana do Castelo entre os anos de 1714 e 1716. O seu perfil de homem de negócios surge indissociável de uma rede de valia social, que incluía figuras do meio oficial, como o ourives de prata António Pereira da Silva, que o assistiu durante o período de doença.
As suas disposições de última vontade refletem uma profunda preocupação com a assistência social e com a rede familiar. Domingos Vieira Ribeiro instituiu legados a favor do Hospital de Santa Clara (Rua dos Mercadores) e do Hospital de D. Lopo (Santo Ildefonso). Demonstrou ainda o seu compromisso com a Ordem Terceira ao destinar dotes às filhas órfãs das irmãs da referida instituição. Em termos hereditários, contemplou as suas sobrinhas, filhas de sua irmã Catarina Vieira, assegurando, assim, a continuidade do património e do amparo no núcleo familiar.
Francisco Leon Larrey foi um mercador francês oriundo da cidade de Bayonne, em França, que viveu no Porto, na Rua da Ourivesaria, no início do século XVIII. Filho legítimo de Bernard Larrey e de sua mulher Joana de Laboredu. Tornou-se irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto a 20 de janeiro de 1708. Sem herdeiros, deixou a mesma Ordem como testamenteira.
Fez testamento em 12 de fevereiro de 1714. Entre as suas disposições testamentárias, deixa dotes para órfãs.
Em 1721 vivia na casa de Bernardo Clamus, na rua Nova, segundo o seu codicilo.
Teve um irmão que faleceu num hospital em França.
João Pinto Ribeiro foi irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto; era natural da freguesia de Santa Marinha de Fornos, comarca de Sobre-Tâmega, filho legítimo de Manuel Ribeiro e de sua mulher, Domingas Pinto, naturais e moradores no lugar de Vila Maior, freguesia de Santa Marinha de Fornos, do bispado do Porto.
Foi morador na Rua da Ponte de S. Domingos do Porto, onde faleceu a 19 de dezembro de 1765.
Entrou como irmão da Ordem em 1716-08-02. Foi casado com Maria Carneiro de S. Francisco, sem filhos.
Deixou como testamenteiros a Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, a Mesa da Santa Casa da Misericórdia do Porto, a Mesa da Ordem Terceira de S. Domingos do Porto e a Confraria dos Clérigos.
José Monteiro de Almeida foi um mercador da cidade do Porto e irmão da Venerável Ordem de S. Francisco desta cidade.
Foram seus pais João Pinheiro de Almeida, filho de António Pinheiro, ourives de prata e morador em Viseu, e sua mulher Maria da Cruz, filha de Maria João, da Vila de Moinhos.
Entrou como irmão da Ordem a 15 de fevereiro de 1707.
Manuel Gouveia Biscaia foi um homem de negócios com ligações ao Brasil, especialmente ao Rio de Janeiro. Natural de Pico de Regalados, bispado de Braga. Filho legitimado de Manuel Martins Biscaia e de Eugénia Pires. Casou com Maria da Fonseca e Silva na freguesia de São Tiago de Chamoim, concelho de Terras de Bouro, com quem não teve filhos. Vivia na rua das Hortas, da parte da fábrica, vindo das partes da América.
Fez testamento, ficando como testamenteira a Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto. No mesmo, deixa a intenção de criar os enjeitados da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro com o dinheiro dos créditos que tinha a receber.
Faleceu a 10 de agosto de 1764; foi sepultado na igreja dos religiosos do Carmo com todos os sacramentos.
Teria, segundo o seu assento de óbito, cerca de sessenta anos de idade, magro, de estatura alta e cabelo negro.