Hospital de Santa Isabel Rainha da Hungria da Venerável Ordem Terceira de São Francisco

Zona de identificação

tipo de entidade

Pessoa coletiva

Forma autorizada do nome

Hospital de Santa Isabel Rainha da Hungria da Venerável Ordem Terceira de São Francisco

Forma(s) paralela(s) de nome

    Forma normalizada do nome de acordo com outras regras

      Outra(s) forma(s) de nome

        identificadores para entidades coletivas

        área de descrição

        Datas de existência

        1682-

        Histórico

        Em 1682, a Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Porto fundou um recolhimento para doze irmãs entrevadas, instalado num quintal que a Ordem possuía junto à capela. As fundadoras foram nove irmãs, cinco viúvas e quatro casadas, que custearam a sua instalação e foram eleitas e nomeadas no dia de Santa Isabel, Rainha de Portugal, a 4 de julho. Eram elas: D. Mariana da Costa, viúva do comendador e irmão Manuel Gomes; D. Isabel de Albuquerque, viúva de António Pinto, fidalgo da Casa Real; Doroteia de Jesus, viúva do irmão e benfeitor Pedro Blens; Luísa Marques, viúva do irmão Bento da Costa; Isabel Soares, viúva do irmão João Pinheiro; Inês, mulher do irmão Gregório Bezerra de Aguiar; Maria de Mesquita, mulher do irmão Domingos Mendes; Paula Pinto, mulher do irmão António da Mota; e Berta de Abreu, mulher do irmão Manuel de Sousa Meireles. A obra iniciou-se em 11 de agosto e terminou em 19 de novembro de 1686, com um custo de 250 000 réis.
        Em 13 de março de 1711, o recolhimento foi substituído por um hospital "de enfermos" e, entre 1734 e 1743, este deu lugar a um hospital destinado a todos os doentes da Ordem, curáveis e crónicos, intitulado Hospital de Santa Isabel.
        Em janeiro de 1746, um incêndio destruiu o edifício e chegou a atingir a Capela da Ordem. Decidiu-se, então, construir um cemitério e, por cima dele, uma Casa de Despacho e Secretaria, obra confiada a Nicolau Nasoni.
        Segundo o Regimento de 1750, o hospital era governado por dois mordomos eleitos mensalmente, um deles era um antigo mesário e atuava como tesoureiro. O pessoal incluía ainda padres capelães, enfermeiros e enfermeiras, uma cozinheira e um porteiro.
        Ao longo dos séculos XVIII e XIX, seguiram-se outras fases construtivas, conhecidas graças à abundante documentação preservada até hoje, como o inventário do hospital de 1788, publicado por Natália e Jaime Ferreira-Alves. No século XIX, assinala-se ainda a generosidade de dois beneméritos do Brasil, que financiaram novas etapas das obras: o irmão Joaquim António Ferreira (1777-1859), barão de Guaratiba, e Francisco José da Rocha Leão (1781-1853), primeiro barão de Itamarati.
        A partir do século XIX, à medida que a instituição evolui funcionalmente, surgem novos tipos documentais, como tabelas de despesas com géneros alimentícios, registos de internamentos e mapas diários do hospital. Em 1852, na sessão da Mesa de 9 de junho, foi aprovado um regulamento interno do hospital, compilado por uma comissão eleita pela Mesa, que ouviu alguns irmãos que exerciam o cargo de mordomos do hospital. O regulamento era composto por disposições gerais e por catorze capítulos.
        No século XX, o regulamento interno de 1902 do hospital-asilo estabelecia como atribuições tratar os doentes, recolher os entrevados, asilar os inválidos, internar particulares e distribuir diariamente sopa e pão aos pobres. Seguiu-se uma nova fase com a Comissão Instaladora dos Serviços do Hospital (1913-1914), que deixou um livro de atas, e, a partir de 1946, existem registos da Caixa Sindical de Previdência do Pessoal da Indústria Têxtil – Registo de Operações (1946-1950). Atualmente, o hospital dispõe de inúmeras valências e acompanha as mais recentes inovações tecnológicas em diversas áreas de tratamento.

        Locais

        Porto

        Estado Legal

        Regimento do Hospital
        Estatutos

        funções, ocupações e atividades

        assistência

        Mandatos/Fontes de autoridade

        Estruturas internas/genealogia

        Segundo os primeiros estatutos, o hospital era administrado por dois mordomos eleitos, irmãos da Ordem que tivessem pertencido à Mesa. Deviam ter mais de cinquenta anos, disponibilidade económica e ser um bom exemplo cristão. A eleição realizava-se num banco, à direita do irmão Ministro, fora da mesa-redonda.
        Os primeiros eleitos foram os irmãos Domingos Mendes e António da Mota. Cabia-lhes administrar todos os móveis e roupas do hospital, que deviam constar de um inventário por eles assinado. Eram igualmente responsáveis pelas petições de entrada, devendo comprovar-se a pobreza, a idade, o desamparo e a incapacidade para trabalhar, além de outros requisitos não especificados, mas convenientes ao serviço de Deus, segundo o documento. As entradas eram registadas num livro, com a indicação do dia de entrada, do nome, da morada e de outras circunstâncias, como o falecimento.
        Do ponto de vista financeiro, todos os rendimentos, esmolas, dinheiro ou juros eram geridos pelo síndico, registados em livro pelo secretário e, posteriormente, assinados pelo irmão Ministro. Os mordomos do hospital registavam a receita e a despesa em livro próprio.
        Segundo o Regimento de 1750, o hospital passou a ser governado por dois mordomos eleitos mensalmente, sendo um deles um antigo mesário, que atuava como tesoureiro. O pessoal incluía ainda padres capelães, enfermeiros e enfermeiras, uma cozinheira e um porteiro.

        Contexto geral

        Área de relacionamento

        Área de pontos de acesso

        Pontos de acesso - Assuntos

        Pontos de acesso - Locais

        Ocupações

        Zona do controlo

        Identificador de autoridade arquivística de documentos

        Identificador da instituição

        Regras ou convenções utilizadas

        Estatuto

        Preliminar

        Nível de detalhe

        Máximo

        Datas de criação, revisão ou eliminação

        10/2026

        Línguas e escritas

        • português

        Script(s)

        • latim

        Fontes

        Notas de manutenção