Zona de identificação
Tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
Histórico
Em 1682, a Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto abriu um recolhimento para Irmãs e, em 1734-43, este deu lugar a um hospital para todos os doentes, curáveis e crónicos, da Ordem, intitulado Hospital de Santa Isabel. Em 13 de março de 1711, foi substituído por um hospital "de enfermos".
Inicialmente, o hospital foi fundado para recolhimento de doze irmãos Entrevados num quintal que a Ordem possuía, junto à capela. As fundadoras foram nove irmãs, cinco viúvas e quatro casadas, que contribuíram com as despesas da sua fundação, tendo sido eleitas e nomeadas no dia de Santa Isabel, Rainha de Portugal: 4 de julho. Foram elas: D. Mariana da Costa, viúva do comendador e irmão Manuel Gomes; D. Isabel de Albuquerque, viúva de António Pinto dalgo da Casa Real; Doroteia de Jesus, viúva do irmão e benfeitor Pedro Blens; Luísa Marques, viúva do irmão Bento da Costa; Isabel Soares, viúva do irmão João Pinheiro; Inês, mulher do irmão Gregório Bezerra de Aguiar; Maria de Mesquita, mulher do irmão Domingos Mendes; Paula Pinto, mulher do irmão António da Mota; e Berta de Abreu,
mulher do irmão Manuel de Sousa Meireles. A obra teve início a 11 de agosto e terminou a 19 de novembro de 1686, com um custo de 250 000 réis.
Em janeiro de 1746, foi destruído por um incêndio que chegou a atingir a Capela da Ordem, tendo-se decidido mandar fazer um cemitério e, por cima deste, uma Casa de Despacho e Secretaria, obra que ficou a cargo de Nicolau Nasoni.
Locais
Porto
Estado Legal
Regimento do Hospital
Estatutos
Funções, ocupações e atividades
assistência
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Os administradores do hospital, segundo os primeiros estatutos, eram dois mordomos eleitos, irmãos da Ordem, que tivessem pertencido à Mesa. Deveriam ter mais de cinquenta anos, ter disponibilidade económica e ser de bom exemplo cristão. A reunião de eleição deveria ser efetuada num banco, à mão direita do irmão Ministro, fora da mesa-redonda.Os primeiros eleitos foram os irmãos Domingos Mendes e António da Mota e teriam como responsabilidade a administração de todos os móveis e roupas do hospital, os quais deveriam constar de um inventário por eles assinado. Seriam, igualmente, responsáveis por todas as petições para entrarem no hospital, tendo de ser comprovadas a pobreza, a idade, o desamparo e a incapacidade de trabalhar, além de outros requisitos não especificados, mas que fossem convenientes ao serviço de Deus, segundo se lê no documento.As entradas eram, então, registadas num livro, com o dia de entrada, nome, morada e outras circunstâncias, como o seu falecimento. A nível financeiro, todos os rendimentos, esmolas, dinheiros ou juros deveriam ser geridos pelo síndico, registados em livro pelo secretário e, posteriormente, assinados pelo irmão Ministro. Por sua vez, os irmãos mordomos do hospital deveriam registar a receita e as despesas em livro próprio. Segundo o Regimento de 1750, o hospital era governado por dois mordomos eleitos mensalmente, sendo um deles antigo mesário. Este deveria servir como tesoureiro. Era composto ainda por padres capelães, enfermeiros e enfermeiras, cozinheira e porteiro.
Contexto geral
Área de relacionamentos
Área de pontos de acesso
Pontos de acesso - Assuntos
Pontos de acesso - Locais
Ocupações
Zona do controlo
Identificador de autoridade arquivística de documentos
Identificador da instituição
Regras ou convenções utilizadas
Estatuto
Nível de detalhe
Datas de criação, revisão ou eliminação
21/06/2023
Línguas e escritas
português
Script(s)
latim