Natural da região de Guimarães (lugar da Revoreda, freguesia de S. Tomé), era filho de Francisco Guimarães e de Maria Francisca. Ele fazia parte de uma rede familiar de comerciantes influentes: o seu cunhado, Pedro Pereira Guimarães, era também um mercador de relevo no Porto e ocupava o cargo de "familiar do Santo Ofício" da Inquisição de Coimbra, o que conferia à família status de "limpeza de sangue" e prestígio social.
Não limitou os seus negócios a Portugal. Ele estabeleceu-se em Santos, no Brasil, onde atuou como homem de negócios. Naquela época, a elite mercantil do Porto mantinha estreitos laços com os portos brasileiros, controlando o fluxo de mercadorias, como açúcar, ouro e produtos manufaturados europeus.
Bernardo Fernandes Guimarães foi um importante homem de negócios e mercador do Porto no século XVIII (ativo entre 1713 e 1766). Ele representa a figura típica do burguês portuense da época, com uma rede de influência que se estendia tanto pelo Reino como pelas colónias.
Como era comum entre os grandes mercadores do Porto que buscavam prestígio e salvação espiritual, ele teve ligações com a Venerável Ordem Terceira de São Francisco no Porto. O arquivo da Ordem ainda conserva registos relativos à sua identidade e às suas atividades, sendo uma fonte importante para genealogistas e historiadores que estudam a burguesia mercantil portuense.
A Quinta da Pena, em Vila Nova de Gaia (localizada na freguesia de Santa Marinha), é, de facto, um dos marcos patrimoniais mais significativos associados a Bernardo Fernandes Guimarães. A posse desta propriedade exemplifica a ascensão social dos mercadores do Porto no século XVIII, que reinvestiam os lucros do comércio atlântico em terras e quintas de recreio.
Pessoa singular
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[1713-1766]