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Registo de autoridade
Capela de Santo António
Pessoa coletiva · 1780-1793

Em relação a esta capela, podemos referir que os seus livros contêm eleições dos mordomos e do procurador, mas também registos de despesa relativos às festas de Santo António, particularmente com a música, cera e missas.

Capela de Santa Rosa de Viterbo
Pessoa coletiva · 1780-1793

A Capela de Santa Rosa de Viterbo tinha um juiz, irmãs mordomas e um procurador. Conserva-se neste arquivo alguma documentação com despesas relativas à gestão e administração desta capela.

Bernardo Fernandes Guimarães
Pessoa singular · 1706-11-09-1766

Bernardo Fernandes Guimarães foi um proeminente homem de negócios e mercador da praça do Porto, atuando como figura central de uma importante rede mercantil atlântica entre o Reino e o Brasil.
Natural da Revoreda, freguesia de São Tomé (concelho de Guimarães), era filho de Francisco Fernandes e Maria Francisca. Inseria-se numa sólida rede familiar e comercial, sendo cunhado de Pedro Pereira Guimarães, mercador de relevo no Porto e "familiar do Santo Ofício" da Inquisição de Coimbra — estatuto que garantia a "limpeza de sangue" e o prestígio social do grupo.
A sua atividade económica estendeu-se para além de Portugal, tendo-se estabelecido em Santos (Brasil), onde integrou a elite mercantil que controlava o fluxo transatlântico de mercadorias (como açúcar, ouro e manufaturas europeias). No âmbito da sua integração sociorreligiosa e da afirmação do seu estatuto na sociedade portuense, manteve fortes ligações à Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Porto, cuja documentação arquivística conserva registos fundamentais sobre o seu percurso.
Como reflexo da sua ascensão económica e do padrão de investimento da burguesia mercantil setecentista, adquiriu a Quinta da Pena, localizada na freguesia de Santa Marinha (Vila Nova de Gaia), que se tornou um dos marcos do seu património fundiário em Portugal.

Bernardino Ferreira de Macedo
Pessoa singular · [1660-1747]

Bernardino Ferreira de Macedo foi um homem de negócios da cidade do Porto, com negócios no Brasil, e irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, onde entrou em 1734 e deixou como sua testamenteira ou aos seguintes substitutos, na cidade do Porto: Manuel da Costa Carneiro, Pascoal de Araújo Távora.
Pertencia também à Confraria do Santíssimo Sacramento de Santo Ildefonso, à Confraria de Jesus no Recolhimento do Anjo e à Santa Casa de Jesus. Beneficiou também no seu testamento o mosteiro do Bom Jesus de Bouças, Nossa Senhora do Bom Despacho de Barcelos, Nossa Senhora da Aparecida, no lugar do Carvoeiro, Convento das Carmelitas do Porto, Hospital de S. Lázaro do Porto
Era natural da freguesia de Gondifelos, na Vila Nova de Famalicão, filho legítimo de Paulo Ferreira de Macedo e de sua mulher, Paula Sanches de Faria.
Deixou forro o mulato Pedro, na nota do tabelião Inácio Francisco Barbosa na cidade da Baía, e uma quantia de dinheiro. Assim como concede a alforria a Domingas e aos seus filhos, Rita e António.

Asilo Margarida Margarida Lisboa
Pessoa coletiva · 1897-06-01-

As obras referentes à ampliação do Asilo para irmãos pobres estavam concluídas em 1898, tomando então o nome de “Asilo Margarida Lisboa”. As obras de reparação tiveram uma dimensão significativa e resultam de um Legado da D. Margarida Rosa que tinha como principais determinações, a admissão de suas criadas como particulares da Ordem, e a fundação de um asilo igual ou melhor, ao que possui a Venerável Ordem Terceira do Carmo para servir de asilo noturno aos irmãos indigentes de ambos os sexos, impossibilitados de trabalhar, com a obrigação de uma missa pela sua alma, com a presença de todos os asilados pelo aniversário da sua morte, no altar do asilo. As importâncias legadas eram consideráveis, mas acabaram por se cifrar na quantia de 3 contos e 248 mil 575 réis (1897) em dinheiro, mais 7 contos e 900 mil réis de rendimentos de dividendos de títulos do Banco de Portugal, posteriormente convertidos em ações do Banco Comercial do Porto, assim como duas obras de arte, Cristo crucificado em marfim e Santa Margarida de Cortona em madeira.
Em 17 de janeiro de 1898, no aniversário da sua morte, ocorrida em 1897, na sua residência situada na Rua de S. Bento da Vitória, nº 20, as obras estavam praticamente concluídas. O Asilo Margarida Lisboa foi inaugurado em 1 de junho de 1897, conforme consta do Relatório dos Atos da Mesa Administrativa da VOTSF, aprovado pelo Definitório em 28 de abril de 1897 e posteriormente publicado.

António Pereira Marques de Figueiredo
Pessoa singular · 1758-11-26-1770-05-04

António Pereira Marques de Figueiredo foi irmão e definidor da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, a quem nomeou sua testamenteira; foi morador na rua Chã, freguesia da Sé. Entrou na Ordem em 28 de fevereiro de 1729.

António Lobo Guimarães
Pessoa singular · 1678-06-27-1743-09-21

Com origens em Guimarães, possuiu diversas companhias comerciais, nomeadamente com o Brasil, juntamente com seus irmãos Ana Maria Lobo Guimarães, Simão Lobo Guimarães, Jerónimo Lobo Guimarães, seu cunhado Domingos Martins Sampaio e outros homens de negócios. Foi irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, à qual deixou vasto legado.

Ana Maria Lobo Guimarães
Pessoa singular · 1674-07-25-1737-03-06

Ana Maria Lobo Guimarães nasceu na freguesia de S. Paio, Guimarães, a 19 de agosto de 1674 e casou na freguesia de S. Nicolau (Porto) a 4 de maio de 1712. Após a morte de seu marido, o Alferes Domingos Martins Sampaio, em 1729, continuou a gestão das várias companhias comerciais e marítimas que possuíam, às quais se dedicou até à sua morte, em março de 1737. Deixou como seus herdeiros o seu irmão António Lobo Guimarães e a Ordem de S. Francisco do Porto, da qual era irmã, como consta da certidão do seu testamento, feita a pedido de seu irmão, em 1742.