Mostrar 4 resultados

Registo de autoridade
Bernardino Ferreira de Macedo
Pessoa singular · [1660-1747]

Bernardino Ferreira de Macedo foi um homem de negócios da cidade do Porto, com negócios no Brasil, e irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, onde entrou em 1734 e deixou como sua testamenteira ou aos seguintes substitutos, na cidade do Porto: Manuel da Costa Carneiro, Pascoal de Araújo Távora.
Pertencia também à Confraria do Santíssimo Sacramento de Santo Ildefonso, à Confraria de Jesus no Recolhimento do Anjo e à Santa Casa de Jesus. Beneficiou também no seu testamento o mosteiro do Bom Jesus de Bouças, Nossa Senhora do Bom Despacho de Barcelos, Nossa Senhora da Aparecida, no lugar do Carvoeiro, Convento das Carmelitas do Porto, Hospital de S. Lázaro do Porto
Era natural da freguesia de Gondifelos, na Vila Nova de Famalicão, filho legítimo de Paulo Ferreira de Macedo e de sua mulher, Paula Sanches de Faria.
Deixou forro o mulato Pedro, na nota do tabelião Inácio Francisco Barbosa na cidade da Baía, e uma quantia de dinheiro. Assim como concede a alforria a Domingas e aos seus filhos, Rita e António.

Bernardo Fernandes Guimarães
Pessoa singular · [1713-1766]

Natural da região de Guimarães (lugar da Revoreda, freguesia de S. Tomé), era filho de Francisco Guimarães e de Maria Francisca. Ele fazia parte de uma rede familiar de comerciantes influentes: o seu cunhado, Pedro Pereira Guimarães, era também um mercador de relevo no Porto e ocupava o cargo de "familiar do Santo Ofício" da Inquisição de Coimbra, o que conferia à família status de "limpeza de sangue" e prestígio social.
Não limitou os seus negócios a Portugal. Ele estabeleceu-se em Santos, no Brasil, onde atuou como homem de negócios. Naquela época, a elite mercantil do Porto mantinha estreitos laços com os portos brasileiros, controlando o fluxo de mercadorias, como açúcar, ouro e produtos manufaturados europeus.
Bernardo Fernandes Guimarães foi um importante homem de negócios e mercador do Porto no século XVIII (ativo entre 1713 e 1766). Ele representa a figura típica do burguês portuense da época, com uma rede de influência que se estendia tanto pelo Reino como pelas colónias.
Como era comum entre os grandes mercadores do Porto que buscavam prestígio e salvação espiritual, ele teve ligações com a Venerável Ordem Terceira de São Francisco no Porto. O arquivo da Ordem ainda conserva registos relativos à sua identidade e às suas atividades, sendo uma fonte importante para genealogistas e historiadores que estudam a burguesia mercantil portuense.
A Quinta da Pena, em Vila Nova de Gaia (localizada na freguesia de Santa Marinha), é, de facto, um dos marcos patrimoniais mais significativos associados a Bernardo Fernandes Guimarães. A posse desta propriedade exemplifica a ascensão social dos mercadores do Porto no século XVIII, que reinvestiam os lucros do comércio atlântico em terras e quintas de recreio.

Domingos Martins Sampaio
Pessoa singular · 16--1729

Domingos Martins Sampaio terá sido natural da região do Minho, filho de Jerónimo Martins e de sua mulher Maria de Sampaio, e casou com Ana Maria Lobo na tarde do dia 4 de maio de 1702, por palavras de presente na igreja de São Nicolau do Porto. Homem de negócios e familiar do Santo Ofício, a maior parte da sua produção documental é relativa a registos de carregamentos de mercadorias, livros de razão, contratos de companhias comerciais com outros mercadores, livros de receita e despesa e uma vasta série de correspondência recebida.
Foi irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, à qual deixou um vasto legado. Faleceu, em 1729, na Rua Nova, Porto.

José Monteiro de Almeida
Pessoa singular · 1700-1744-02-17

José Monteiro de Almeida foi um mercador da cidade do Porto e irmão da Venerável Ordem de S. Francisco desta cidade.
Foram seus pais João Pinheiro de Almeida, filho de António Pinheiro, ourives de prata e morador em Viseu, e sua mulher Maria da Cruz, filha de Maria João, da Vila de Moinhos.
Entrou como irmão da Ordem a 15 de fevereiro de 1707.