Bernardino Ferreira de Macedo foi um homem de negócios da cidade do Porto, com negócios no Brasil, e irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, onde entrou em 1734 e deixou como sua testamenteira ou aos seguintes substitutos, na cidade do Porto: Manuel da Costa Carneiro, Pascoal de Araújo Távora.
Pertencia também à Confraria do Santíssimo Sacramento de Santo Ildefonso, à Confraria de Jesus no Recolhimento do Anjo e à Santa Casa de Jesus. Beneficiou também no seu testamento o mosteiro do Bom Jesus de Bouças, Nossa Senhora do Bom Despacho de Barcelos, Nossa Senhora da Aparecida, no lugar do Carvoeiro, Convento das Carmelitas do Porto, Hospital de S. Lázaro do Porto
Era natural da freguesia de Gondifelos, na Vila Nova de Famalicão, filho legítimo de Paulo Ferreira de Macedo e de sua mulher, Paula Sanches de Faria.
Deixou forro o mulato Pedro, na nota do tabelião Inácio Francisco Barbosa na cidade da Baía, e uma quantia de dinheiro. Assim como concede a alforria a Domingas e aos seus filhos, Rita e António.
Domingos Martins Sampaio foi um proeminente homem de negócios, familiar do Santo Ofício e benfeitor institucional. Natural da freguesia de São Cipriano da Refontoura, concelho de Felgueiras, era filho legítimo de Jerónimo Martins e Maria de Sampaio. Entre o final do século XVII e o início do século XVIII, estabeleceu-se na cidade da Bahia (Brasil), onde desenvolveu uma intensa e próspera atividade mercantil no comércio atlântico.
Regressado a Portugal, fixou residência na Rua Nova, na cidade do Porto. A 4 de maio de 1702, contraiu matrimónio na Igreja Paroquial de São Nicolau com Ana Maria Lobo (da família Lobo Guimarães).
Teve uma presença marcante no tecido sociorreligioso e assistencial da cidade do Porto, integrando uma extensa rede de sociabilidade devocional. Foi irmão e benfeitor da Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Porto (VOTSF), à qual instituiu um expressivo legado patrimonial e piadoso. Pertenceu, igualmente, a diversas confrarias e ordens da cidade, entre as quais:
- Sedes Paroquiais e Sé Catedral: Santíssimo Sacramento (São Nicolau), São Joaquim, São Pantaleão, Santo António, Santas Almas, Santo Nome de Jesus do Corpo Santo, Santa Bárbara e São Brás (Sé do Porto);
- Casas Monástico-Conventuais e Colégios: São Francisco Xavier e Santa Ana (Colégio da Companhia de Jesus); São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário (Convento de São Domingos);
- Âmbito Franciscano (VOTSF / Convento de São Francisco): Senhor do Desagravo, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Soledade, São Pedro Mártir e Santa Luzia;
- Outras Devoções e Enclaves da Cidade: Bom Jesus de Matosinhos, Senhor dos Passos (São João Novo) e São Cosme e São Damião (onde exerceu o cargo de mordomo).
Faleceu em 1729 na sua residência na Rua Nova, no Porto. O seu espólio documental constitui um testemunho de exceção para o estudo das redes mercantis luso-brasileiras e das estratégias de salvação da alma e de reprodução social da burguesia mercantil portuense do Antigo Regime, integrando registos de carga, livros de razão, contratos de companhias comerciais e uma densa correspondência familiar e de negócios.
João Pinto Ribeiro foi irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto; era natural da freguesia de Santa Marinha de Fornos, comarca de Sobre-Tâmega, filho legítimo de Manuel Ribeiro e de sua mulher, Domingas Pinto, naturais e moradores no lugar de Vila Maior, freguesia de Santa Marinha de Fornos, do bispado do Porto.
Foi morador na Rua da Ponte de S. Domingos do Porto, onde faleceu a 19 de dezembro de 1765.
Entrou como irmão da Ordem em 1716-08-02. Foi casado com Maria Carneiro de S. Francisco, sem filhos.
Deixou como testamenteiros a Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, a Mesa da Santa Casa da Misericórdia do Porto, a Mesa da Ordem Terceira de S. Domingos do Porto e a Confraria dos Clérigos.
Manuel Gouveia Biscaia foi um homem de negócios com ligações ao Brasil, especialmente ao Rio de Janeiro. Natural de Pico de Regalados, no bispado de Braga. Filho legitimado de Manuel Martins Biscaia e de Eugénia Pires. Casou com Maria da Fonseca e Silva na freguesia de São Tiago de Chamoim, concelho de Terras de Bouro, com quem não teve filhos. Vivia na Rua das Hortas, da parte da fábrica, vindo das partes da América.
Fez testamento, ficando a Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto como testamenteira. No mesmo, deixa a intenção de criar os enjeitados da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro com o dinheiro dos créditos que tinha a receber.
Faleceu a 10 de agosto de 1764; foi sepultado na igreja dos religiosos do Carmo com todos os sacramentos.
Teria, segundo o seu assento de óbito, cerca de sessenta anos de idade, magro, de grande estatura e de cabelo negro.