Processo de agregação de Maria de S. Pedro, moradora nos Banhos, que tinha professado na Ordem Terceira de Vila do Conde.
Contém certidão do convento da Encarnação de 19-06-1672, passada pelo reverendo padre Frei Francisco da Trindade, ministro e secretário da Ordem Terceira de Vila do Conde, em como tomou o hábito e professou no mosteiro de Santa Clara.
Foi admitida como agregada em reunião de Mesa a 14-10-1672.
O órgãos máximo que preside aos destinos da Ordem é a Mesa, composta pelos seguintes Irmãos: Ministro, Vice-Ministro, Secretário, Síndico, Definidor Eclesiástico, Vigário do Culto Divino e sete definidores, obrigatoriamente seculares.
Como órgão administrativo da Ordem as suas decisões eram irrevogáveis. no entanto, em determinadas matérias de maior gravidade consultava-se o definitório, sendo a convocação deste um expediente administrativo extraordinário.
Secção composta pelas atas da Mesa Administrativa, registos de entradas de Irmãos que deveriam passar pela aprovação da Mesa, registo dos Irmãos noviços e das Profissões, registo dos Irmãos Zeladores e, por fim, o registo da correspondência expedida e recebida.
Interrogatório de limpeza de sangue de António de Sousa, morador em Valongo.
Entradas de Manuel Freire Torres e sua mulher Maria da Encarnação Torres, moradores na rua Nova.
Entradas de Manuel da Silva Reis, escrivão proprietário do juízo da conservatória da moeda do Porto e sua mulher Mariana dos Reis, moradores na rua Chã.
Entradas de Luís de Almeida e Sousa e João de Almeida e Sousa.
Entradas de Jorge Francisco e seu filho, o padre Bartolomeu Rodrigues, moradores nas Congostas.
Entradas de João Pinheiro, mercador, e sua mulher Isabel Soares e filha Mariana.
Entradas de João Nunes, cirurgião, e sua mulher Luísa Oliveira, moradores na Ferraria de Cima. Contém inquirição.
Esta série documental regista o primeiro estágio de integração na Ordem. O noviciado era um período de prova (geralmente de um ano) em que o candidato testava a sua vocação e a Ordem avaliava a sua idoneidade.
Série constituída por processos individuais que documentam as diferentes etapas — devidamente datadas — que cada candidato tinha de percorrer até à sua Profissão na Ordem Terceira de São Francisco do Porto. Essas etapas são as seguintes:
Data de candidatura — data de entrega do processo na Instituição, raramente mencionada nas fontes;
Data de justificação — data em que a Mesa exige ao candidato a comprovação da sua "limpeza de sangue";
Data de admissão ao Santo Hábito — data em que o candidato é formalmente admitido a receber o Santo Hábito;
Data de tomada do Santo Hábito — data em que o candidato veste o Hábito e passa à condição de Irmão Noviço;
Data da Profissão — data em que professa e torna-se efetivamente Irmão da Ordem Terceira da Penitência de São Francisco.
A entrada de irmãos e irmãs na Venerável Ordem Terceira de São Francisco pressupõe, obrigatoriamente, a apresentação de uma petição que, após análise e verificação de sua conformidade com os Estatutos, determina a admissão do requerente na qualidade de noviço ou noviça. A esta petição podem ser anexados documentos comprovativos de "limpeza de sangue", os quais podem assumir diferentes formas: declaração prestada por pessoa do conhecimento do candidato (como, por exemplo, o pároco da sua freguesia); informações recolhidas através de inquérito conduzido diretamente pela Instituição junto de testemunhas devidamente identificadas, pertencentes ao círculo social do candidato, mas nunca seus familiares; ou, ainda, a Inquirição de genere do próprio candidato.
Cada registo inclui o nome e as datas de entrada e de profissão dos irmãos e irmãs franciscanos seculares na Ordem. Na maioria dos casos, regista também a sua filiação, o nome do cônjuge, a idade, a naturalidade (localidade e freguesia), a residência (rua ou lugar e freguesia) e eventuais observações.
Entradas de Irmãos do ano de 1699, os assentos incluem detalhadamente:
Ato de Receção: Registo formal do momento em que o indivíduo é admitido como "irmão", incluindo o nome do Ministro ou do oficial da Ordem que presidiu à cerimónia.
Dados Biográficos: Nome completo, estado civil e, crucialmente, a profissão ou "qualidade" do indivíduo (ex.: mercador, mestre de ofício, clérigo).
Filiação e Naturalidade: Menção aos pais e à freguesia de origem, destinada a atestar a honradez do candidato.
Obrigações Financeiras: Indicação do valor da joia ou da esmola de entrada paga à Tesouraria. Este valor era variável consoante as posses e o estatuto do irmão.
Deveres Espirituais: Referência à aceitação da Regra da Ordem e ao compromisso com as práticas de devoção e de caridade.
Entradas de Irmãos 1671-1672: Inclui o registo dos nomes e das datas de entrada dos irmãos e irmãs franciscanos seculares na Ordem Terceira, bem como a data da sua profissão na Ordem.
Regista também, na maior parte dos casos, a sua filiação, o nome do cônjuge, a idade, a naturalidade (localidade e freguesia), a residência (rua ou lugar e freguesia) e as observações.
Entradas de António Sampaio e sua mulher Catarina da Rocha, moradores em Miragaia. Veio de Pernambuco.
Entrada do padre Pedro de Sousa Pinto.
Entrada do padre Miguel da Costa Lima natural de Viana do Castelo. Contém inquirição feita no mosteiro de Santo António de Viana do Castelo.
Entrada do padre Manuel Baião.
Entrada do padre Jerónimo de Almeida, assistente em casa de Álvaro Vaz, negociante, como capelão.
Entrada do padre Francisco Álvares Cordeiro morador em Miragaia.
Entrada do padre Daniel Teixeira.