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Registo de autoridade
Ana Maria Lobo Guimarães
Pessoa singular · 1674-07-25-1737-03-06

Ana Maria Lobo Guimarães nasceu na freguesia de S. Paio, Guimarães, a 19 de agosto de 1674 e casou na freguesia de S. Nicolau (Porto) a 4 de maio de 1712. Após a morte de seu marido, o Alferes Domingos Martins Sampaio, em 1729, continuou a gestão das várias companhias comerciais e marítimas que possuíam, às quais se dedicou até à sua morte, em março de 1737. Deixou como seus herdeiros o seu irmão António Lobo Guimarães e a Ordem de S. Francisco do Porto, da qual era irmã, como consta da certidão do seu testamento, feita a pedido de seu irmão, em 1742.

Domingos Vieira Ribeiro
Pessoa singular · 1705-1744

Domingos Vieira Ribeiro foi um influente mercador estabelecido em Porto nas primeiras décadas do século XVIII. Natural de Guimarães, onde residiam os seus pais, fixou residência na Rua da Fonte Aurina, no Porto, integrando-se plenamente na vida social e económica da cidade. A sua relevância no seio da elite portuense é atestada pela sua admissão, em 1712, como irmão na Venerável Ordem Terceira de São Francisco, pertencendo igualmente à Confraria de Nossa Senhora da Conceição, sediada na mesma Ordem.
No plano económico, a sua atividade estendeu-se ao comércio atlântico com o Brasil e à gestão de rendas públicas, tendo servido como contratador das dízimas do pescado em Viana do Castelo entre os anos de 1714 e 1716. O seu perfil de homem de negócios surge indissociável de uma rede de valia social, que incluía figuras do meio oficial, como o ourives de prata António Pereira da Silva, que o assistiu durante o período de doença.
As suas disposições de última vontade refletem uma profunda preocupação com a assistência social e com a rede familiar. Domingos Vieira Ribeiro instituiu legados a favor do Hospital de Santa Clara (Rua dos Mercadores) e do Hospital de D. Lopo (Santo Ildefonso). Demonstrou ainda o seu compromisso com a Ordem Terceira ao destinar dotes às filhas órfãs das irmãs da referida instituição. Em termos hereditários, contemplou as suas sobrinhas, filhas de sua irmã Catarina Vieira, assegurando, assim, a continuidade do património e do amparo no núcleo familiar.