Ana Maria Lobo Guimarães nasceu na freguesia de S. Paio, Guimarães, a 19 de agosto de 1674 e casou na freguesia de S. Nicolau (Porto) a 4 de maio de 1712. Após a morte de seu marido, o Alferes Domingos Martins Sampaio, em 1729, continuou a gestão das várias companhias comerciais e marítimas que possuíam, às quais se dedicou até à sua morte, em março de 1737. Deixou como seus herdeiros o seu irmão António Lobo Guimarães e a Ordem de S. Francisco do Porto, da qual era irmã, como consta da certidão do seu testamento, feita a pedido de seu irmão, em 1742.
Com origens em Guimarães, possuiu diversas companhias comerciais, nomeadamente com o Brasil, juntamente com seus irmãos Ana Maria Lobo Guimarães, Simão Lobo Guimarães, Jerónimo Lobo Guimarães, seu cunhado Domingos Martins Sampaio e outros homens de negócios. Foi irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, à qual deixou vasto legado.
António Pereira Marques de Figueiredo foi irmão e definidor da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, a quem nomeou sua testamenteira; foi morador na rua Chã, freguesia da Sé. Entrou na Ordem em 28 de fevereiro de 1729.
As obras referentes à ampliação do Asilo para irmãos pobres estavam concluídas em 1898, tomando então o nome de “Asilo Margarida Lisboa”. As obras de reparação tiveram uma dimensão significativa e resultam de um Legado da D. Margarida Rosa que tinha como principais determinações, a admissão de suas criadas como particulares da Ordem, e a fundação de um asilo igual ou melhor, ao que possui a Venerável Ordem Terceira do Carmo para servir de asilo noturno aos irmãos indigentes de ambos os sexos, impossibilitados de trabalhar, com a obrigação de uma missa pela sua alma, com a presença de todos os asilados pelo aniversário da sua morte, no altar do asilo. As importâncias legadas eram consideráveis, mas acabaram por se cifrar na quantia de 3 contos e 248 mil 575 réis (1897) em dinheiro, mais 7 contos e 900 mil réis de rendimentos de dividendos de títulos do Banco de Portugal, posteriormente convertidos em ações do Banco Comercial do Porto, assim como duas obras de arte, Cristo crucificado em marfim e Santa Margarida de Cortona em madeira.
Em 17 de janeiro de 1898, no aniversário da sua morte, ocorrida em 1897, na sua residência situada na Rua de S. Bento da Vitória, nº 20, as obras estavam praticamente concluídas. O Asilo Margarida Lisboa foi inaugurado em 1 de junho de 1897, conforme consta do Relatório dos Atos da Mesa Administrativa da VOTSF, aprovado pelo Definitório em 28 de abril de 1897 e posteriormente publicado.
Bernardino Ferreira de Macedo foi um homem de negócios da cidade do Porto, com negócios no Brasil, e irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, onde entrou em 1734 e deixou como sua testamenteira ou aos seguintes substitutos, na cidade do Porto: Manuel da Costa Carneiro, Pascoal de Araújo Távora.
Pertencia também à Confraria do Santíssimo Sacramento de Santo Ildefonso, à Confraria de Jesus no Recolhimento do Anjo e à Santa Casa de Jesus. Beneficiou também no seu testamento o mosteiro do Bom Jesus de Bouças, Nossa Senhora do Bom Despacho de Barcelos, Nossa Senhora da Aparecida, no lugar do Carvoeiro, Convento das Carmelitas do Porto, Hospital de S. Lázaro do Porto
Era natural da freguesia de Gondifelos, na Vila Nova de Famalicão, filho legítimo de Paulo Ferreira de Macedo e de sua mulher, Paula Sanches de Faria.
Deixou forro o mulato Pedro, na nota do tabelião Inácio Francisco Barbosa na cidade da Baía, e uma quantia de dinheiro. Assim como concede a alforria a Domingas e aos seus filhos, Rita e António.
Bernardo Fernandes Guimarães foi um proeminente homem de negócios e mercador da praça do Porto, atuando como figura central de uma importante rede mercantil atlântica entre o Reino e o Brasil.
Natural da Revoreda, freguesia de São Tomé (concelho de Guimarães), era filho de Francisco Fernandes e Maria Francisca. Inseria-se numa sólida rede familiar e comercial, sendo cunhado de Pedro Pereira Guimarães, mercador de relevo no Porto e "familiar do Santo Ofício" da Inquisição de Coimbra — estatuto que garantia a "limpeza de sangue" e o prestígio social do grupo.
A sua atividade económica estendeu-se para além de Portugal, tendo-se estabelecido em Santos (Brasil), onde integrou a elite mercantil que controlava o fluxo transatlântico de mercadorias (como açúcar, ouro e manufaturas europeias). No âmbito da sua integração sociorreligiosa e da afirmação do seu estatuto na sociedade portuense, manteve fortes ligações à Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Porto, cuja documentação arquivística conserva registos fundamentais sobre o seu percurso.
Como reflexo da sua ascensão económica e do padrão de investimento da burguesia mercantil setecentista, adquiriu a Quinta da Pena, localizada na freguesia de Santa Marinha (Vila Nova de Gaia), que se tornou um dos marcos do seu património fundiário em Portugal.
A Capela de Santa Rosa de Viterbo tinha um juiz, irmãs mordomas e um procurador. Conserva-se neste arquivo alguma documentação com despesas relativas à gestão e administração desta capela.
Em relação a esta capela, podemos referir que os seus livros contêm eleições dos mordomos e do procurador, mas também registos de despesa relativos às festas de Santo António, particularmente com a música, cera e missas.
Confraria instituída no convento de S. Francisco e que reunia, inicialmente, na Casa do Capítulo e, posteriormente, em 1797, na Casa de Despacho da Ordem de S. Francisco do Porto.
Era composta por um juiz, mordomos, escrivão e procuradores. Em 1798, aparece pela primeira vez uma juíza de nome D. Rosa Joaquina Clara de Melo.
Estava subordinada ao síndico da Ordem de S. Francisco do Porto.
As Ordens Terceiras em Portugal permitiam maior participação das mulheres, pois propiciavam um espaço próprio de sociabilidade e de prática devocional.
Da Confraria de Santa Ana apenas subsistiu um livro de eleição de mordomas, com datas extremas entre 1780 e 1793, ou seja, pouco mais de uma década. Trata-se de um livro pequeno, em papel, não numerado e encadernado em papel. Esta confraria, quase exclusivamente feminina, era constituída por um juiz, as irmãs
mordomas, um escrivão e um procurador. Vejamos a primeira eleição.
Domingos Martins Sampaio foi um proeminente homem de negócios, familiar do Santo Ofício e benfeitor institucional. Natural da freguesia de São Cipriano da Refontoura, concelho de Felgueiras, era filho legítimo de Jerónimo Martins e Maria de Sampaio. Entre o final do século XVII e o início do século XVIII, estabeleceu-se na cidade da Bahia (Brasil), onde desenvolveu uma intensa e próspera atividade mercantil no comércio atlântico.
Regressado a Portugal, fixou residência na Rua Nova, na cidade do Porto. A 4 de maio de 1702, contraiu matrimónio na Igreja Paroquial de São Nicolau com Ana Maria Lobo (da família Lobo Guimarães).
Teve uma presença marcante no tecido sociorreligioso e assistencial da cidade do Porto, integrando uma extensa rede de sociabilidade devocional. Foi irmão e benfeitor da Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Porto (VOTSF), à qual instituiu um expressivo legado patrimonial e piadoso. Pertenceu, igualmente, a diversas confrarias e ordens da cidade, entre as quais:
- Sedes Paroquiais e Sé Catedral: Santíssimo Sacramento (São Nicolau), São Joaquim, São Pantaleão, Santo António, Santas Almas, Santo Nome de Jesus do Corpo Santo, Santa Bárbara e São Brás (Sé do Porto);
- Casas Monástico-Conventuais e Colégios: São Francisco Xavier e Santa Ana (Colégio da Companhia de Jesus); São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário (Convento de São Domingos);
- Âmbito Franciscano (VOTSF / Convento de São Francisco): Senhor do Desagravo, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Soledade, São Pedro Mártir e Santa Luzia;
- Outras Devoções e Enclaves da Cidade: Bom Jesus de Matosinhos, Senhor dos Passos (São João Novo) e São Cosme e São Damião (onde exerceu o cargo de mordomo).
Faleceu em 1729 na sua residência na Rua Nova, no Porto. O seu espólio documental constitui um testemunho de exceção para o estudo das redes mercantis luso-brasileiras e das estratégias de salvação da alma e de reprodução social da burguesia mercantil portuense do Antigo Regime, integrando registos de carga, livros de razão, contratos de companhias comerciais e uma densa correspondência familiar e de negócios.
Domingos Vieira Ribeiro foi um influente mercador estabelecido em Porto nas primeiras décadas do século XVIII. Natural de Guimarães, onde residiam os seus pais, Domingos Vieira e sua mulher Ana Ribeiro, moradores na Rua de S. Domingos, fixou residência na Rua da Fonte Aurina e no Terreiro, no Porto, integrando-se plenamente na vida social e económica da cidade. Das suas relações comerciais, destaca-se Pedro Henkel, comerciante ativo no Porto no final do século XVII e no início do século XVIII, inserido numa rede de mercadores estrangeiros com ligações marítimas a Londres, Amesterdão e Hamburgo.
A sua relevância no seio da elite portuense é atestada pela sua admissão, em 2 de maio de 1712, como irmão na Venerável Ordem Terceira de São Francisco, e pela sua pertença à Confraria de Nossa Senhora da Conceição, sediada na mesma Ordem. Faleceu, com todos os sacramentos, a 21 de janeiro de 1721, na freguesia de S. Nicolau, Porto, de doença prolongada.
No plano económico, a sua atividade estendeu-se ao comércio atlântico com o Brasil e à gestão de rendas públicas, tendo servido como contratador das dízimas do pescado em Viana do Castelo entre 1714 e 1716. O seu perfil de homem de negócios surge indissociável de uma rede de valia social, que incluía figuras do meio oficial, como o ourives de prata António Pereira da Silva, que o assistiu durante o período de doença.
As suas disposições testamentárias refletem uma profunda preocupação com a assistência social e a rede familiar. Domingos Vieira Ribeiro instituiu legados em favor do Hospital de Santa Clara (Rua dos Mercadores) e do Hospital de D. Lopo (Santo Ildefonso). Demonstrou ainda o seu compromisso com a Ordem Terceira ao destinar dotes às filhas órfãs das irmãs da referida instituição. Em termos hereditários, contemplou as suas sobrinhas, filhas de sua irmã Catarina Vieira, assegurando, assim, a continuidade do património e do amparo no núcleo familiar.
A Fotografia Alvão teve como antecessor o Atelier e Escola de Fotografia, pertencente ao Photo Velo Club, inaugurado em janeiro de 1902 por iniciativa de Raúl Teixeira, e tinha como operador gerente Domingos Espírito Santo Alvão (n. 1869 - m.1946). O Atelier e o Photo Velo Club funcionavam nas mesmas instalações da Rua de Santa Catarina, no Porto, n.º 100 (ou 120, após a renumeração das portas da rua). A partir de 1903, Domingos Alvão assumiu totalmente as responsabilidades do atelier, passando este a ser designado Fotografia Alvão. A loja de fotografia associada a este estabelecimento, gerida por José da Silva Pereira, foi autonomizada em 1904, passando a ser denominada Foto Iris. Por volta de 1906, Álvaro Cardoso de Azevedo (n.1894-m.1967) inicia a sua atividade na firma, como aprendiz e em 1914, assume a gerência da firma. Segundo Filipe Figueiredo (2000), havia não só uma partilha óbvia da chancela comercial entre Azevedo e o seu mestre Alvão, como os trabalhos de ambos eram muito semelhantes, "na forma de utilizar a objectiva"(...)"o mesmo tipo de enquadramento, a mesma luz, as mesmas profundidades de campo, enfim, um modo muito próximo de trabalhar as cambiantes possíveis na arte fotográfica." (FIGUEIREDO, 2000, pág.153) Na década de 1920, a firma contava com os seguintes colaboradores, que garantiam a elevada produção fotográfica de Domingos Alvão: João Alvão, especialista em retocagem e irmão de Domingos, Álvaro Cardoso de Azevedo, Júlia Claro, José Fernandes Mendes de Oliveira, Afonso Ribeiro, Conceição de Jesus Pereira, Francisco Tavares, Delfim Ferreira Malta e José Ferreira. José Oliveira chegou a ser sócio-gerente da firma (déc.1960) e, juntamente com Afonso Ribeiro, assumia as funções de retrato de estúdio e de funcionamento da firma, nos momentos em que não se encontravam Alvão e Azevedo. Em 1924 foi constituída a sociedade Alvão & C.ª. A Casa Fotografia Alvão fez-se representar com as fotografias de Domingos Alvão, na publicação Gazeta das Aldeias, entre 1929 e 1974, e recebeu uma grande encomenda, feita pelo Instituto do Vinho do Porto em 1933, que se prolongou por dezenas de anos. Recebeu também encomendas de grandes empresas, câmaras municipais, centrais elétricas, hospitais e outras entidades públicas. Quando Domingos Alvão tinha 68 anos e já pretendia abandonar a atividade profissional, Álvaro de Azevedo assumiu as responsabilidades da firma, em 1937, quando a sociedade se dissolveu. Podem ser encontrados trabalhos posteriores a essa data com a chancela prestigiante da casa fotográfica, embora Alvão se tenha afastado definitivamente da vida profissional que tivera. Álvaro de Azevedo encontra um novo sócio, José Fernandes Mendes de Oliveira, um funcionário superior da firma, tendo sido criada, na década de 1940, a nova sociedade Azevedo & Fernandes, Lda. - Fotografia Alvão. Continuaram a ser realizados os seguintes trabalhos anteriormente realizados por Alvão: "(...) retrato, levantamento fotográfico para empresas, publicidade de firmas sob a forma de catálogos, fotografia da arquitetura de novas edificações do Estado Novo, levantamento dos Bairros Sociais (...)" (FIGUEIREDO, 2000, pág. 210), assim como a colaboração com periódicos nacionais e estrangeiros, foi mantida. A casa teve como últimos colaboradores Afonso Ribeiro, empregado de escritório, e Eduardo Lemos, balconista, ambos com 30 e 23 anos de casa, respetivamente; Maria Delfina, no laboratório; Peixoto, no atelier de retratos; Cosme, empregado pessoal e operador de Álvaro Azevedo. Álvaro de Azevedo faleceu em 1967; a firma foi vendida nos anos 1970 e manteve a chancela da Fotografia Alvão, embora nada tenha de continuidade com os trabalhos de Domingos Alvão ou com os sucessores.
Francisco da Silva e Sousa era natural de S. Lourenço das Pias, em Lousada, filho de Manuel Fernandes e de sua mulher, Maria Ribeira. Viveu em Ponte de Lima, no couto da Feitosa, e foi homem de negócios na cidade do Porto.
Entrou como irmão na Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto em 1745-02-23.
Sem herdeiros diretos, nunca casara, deixa a Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto como sua testamenteira.
Francisco de Almeida Santiago (1737–1770) ingressou na Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Porto, instituição que nomeou como sua testamenteira. Deixou libertas, garantindo-lhes sustento e habitação, as suas escravas Rosa e Maria Cogu. Desta última, teve três filhos: José, Josefa e Francisco.
Francisco Leon Larrey foi um mercador francês oriundo da cidade de Bayonne, em França, que viveu no Porto, na Rua da Ourivesaria, no início do século XVIII. Filho legítimo de Bernard Larrey e de sua mulher Joana de Laboredu. Tornou-se irmão da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto a 20 de janeiro de 1708. Sem herdeiros, deixou a mesma Ordem como testamenteira.
Fez testamento em 12 de fevereiro de 1714. Entre as suas disposições testamentárias, deixa dotes para órfãs.
Em 1721 vivia na casa de Bernardo Clamus, na rua Nova, segundo o seu codicilo.
Teve um irmão que faleceu num hospital em França.
Em 1682, a Venerável Ordem Terceira de São Francisco do Porto fundou um recolhimento para doze irmãs entrevadas, instalado num quintal que a Ordem possuía junto à capela. As fundadoras foram nove irmãs, cinco viúvas e quatro casadas, que custearam a sua instalação e foram eleitas e nomeadas no dia de Santa Isabel, Rainha de Portugal, a 4 de julho. Eram elas: D. Mariana da Costa, viúva do comendador e irmão Manuel Gomes; D. Isabel de Albuquerque, viúva de António Pinto, fidalgo da Casa Real; Doroteia de Jesus, viúva do irmão e benfeitor Pedro Blens; Luísa Marques, viúva do irmão Bento da Costa; Isabel Soares, viúva do irmão João Pinheiro; Inês, mulher do irmão Gregório Bezerra de Aguiar; Maria de Mesquita, mulher do irmão Domingos Mendes; Paula Pinto, mulher do irmão António da Mota; e Berta de Abreu, mulher do irmão Manuel de Sousa Meireles. A obra iniciou-se em 11 de agosto e terminou em 19 de novembro de 1686, com um custo de 250 000 réis.
Em 13 de março de 1711, o recolhimento foi substituído por um hospital "de enfermos" e, entre 1734 e 1743, este deu lugar a um hospital destinado a todos os doentes da Ordem, curáveis e crónicos, intitulado Hospital de Santa Isabel.
Em janeiro de 1746, um incêndio destruiu o edifício e chegou a atingir a Capela da Ordem. Decidiu-se, então, construir um cemitério e, por cima dele, uma Casa de Despacho e Secretaria, obra confiada a Nicolau Nasoni.
Segundo o Regimento de 1750, o hospital era governado por dois mordomos eleitos mensalmente, um deles era um antigo mesário e atuava como tesoureiro. O pessoal incluía ainda padres capelães, enfermeiros e enfermeiras, uma cozinheira e um porteiro.
Ao longo dos séculos XVIII e XIX, seguiram-se outras fases construtivas, conhecidas graças à abundante documentação preservada até hoje, como o inventário do hospital de 1788, publicado por Natália e Jaime Ferreira-Alves. No século XIX, assinala-se ainda a generosidade de dois beneméritos do Brasil, que financiaram novas etapas das obras: o irmão Joaquim António Ferreira (1777-1859), barão de Guaratiba, e Francisco José da Rocha Leão (1781-1853), primeiro barão de Itamarati.
A partir do século XIX, à medida que a instituição evolui funcionalmente, surgem novos tipos documentais, como tabelas de despesas com géneros alimentícios, registos de internamentos e mapas diários do hospital. Em 1852, na sessão da Mesa de 9 de junho, foi aprovado um regulamento interno do hospital, compilado por uma comissão eleita pela Mesa, que ouviu alguns irmãos que exerciam o cargo de mordomos do hospital. O regulamento era composto por disposições gerais e por catorze capítulos.
No século XX, o regulamento interno de 1902 do hospital-asilo estabelecia como atribuições tratar os doentes, recolher os entrevados, asilar os inválidos, internar particulares e distribuir diariamente sopa e pão aos pobres. Seguiu-se uma nova fase com a Comissão Instaladora dos Serviços do Hospital (1913-1914), que deixou um livro de atas, e, a partir de 1946, existem registos da Caixa Sindical de Previdência do Pessoal da Indústria Têxtil – Registo de Operações (1946-1950). Atualmente, o hospital dispõe de inúmeras valências e acompanha as mais recentes inovações tecnológicas em diversas áreas de tratamento.
Inês Lopes foi Irmã da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, casada com o também irmão, João Domingues Maia, alfaiate e mercador de panos da cidade do Porto, com ligação ao Brasil.
Entraram como Irmãos em 19 de dezembro de 1734; residiam em Miragaia junto à Fonte da Colher. João Domingos Maia era filho de Manuel Domingues e de sua mulher Ana Antónia, moradores na freguesia de S. Salvador de Vilar de Andorinho. Inês Lopes era filha de André Lopes e de sua mulher, Leonor Ferreira, ambos moradores na freguesia de Santa Maria do Olival. O seu registo de entrada contém inquirição sobre limpeza de sangue.
Joana Maria era natural de Ovar, solteira, filha de António da Cunha e de Teresa Maria. Foi irmã da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco do Porto, à qual designou como sua testamenteira. Residia no Porto, junto à Fonte Taurina.